Antecedentes

A intensa atividade mineira que teve lugar ao longo da história na Faixa Piritosa Ibérica (FPI), culminou na existência de mais de 100 minas abandonadas e cerca de 2x108 mde detritos depositados em escombreiras, depósitos de lodo, fossas abertas, etc.

Estas áreas degradadas são a principal fonte de contaminação do solo e águas superficiais da Bacia do Odiel, devido à drenagem de ácidos de mina que gera.

A drenagem ácida de mina (em inglês, AMD, Acid Mine Drainage) consiste em águas, que, após o contacto com determinados sulfuretos metálicos, sobretudo pirite, sofrem uma alteração do pH para valores ácidos, bem como um aumento significativo da concentração de espécies de metal dissolvidos.

Essa interação, traduzida por um processo de oxidação, é favorecida em áreas de actividade mineira, devido à facilidade de contacto entre o ar e os sulfúricos (derivado da actividade mineira e acesso por parte dos poros nas células estéreis e resíduos) e o aumento da superfície de contacto das partículas.

Os métodos de tratamento passivo constituem uma alternativa ao o tratamento convencional de drenagem de ácidos de mina, tanto em instalações em funcionamento como em explorações abandonadas, devido tanto ao seu baixo custo de construção como à facilidade de funcionamento e manutenção.

A investigação sobre novos métodos para o tratamento destas águas ácidas é crucial para a melhoria da sua qualidade e a recuperação gradual da rede fluvial poluída.

Este projeto é a continuação e ulterior implementação de inúmeras investigações levadas a cabo nos últimos anos e que culminaram numa possível solução de tratamento passivo das descargas ácidas, dos quais são exemplo a Drenagem Anóxica de Calcário (ALD), os Sistemas Produtores de Alcalinidade e Bioreactores Redutores de Sulfato, que, uma vez implantados requerem uma manutenção regular, mas pouco frequente.

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